terça-feira, 30 de novembro de 2010

O poder das nossas escolhas

por Claudio Tomanini

Um homem que estava desempregado resolveu entrar em um concurso de uma grande empresa para a vaga de técnico de telemarketing. O gestor de RH fez a entrevista e aplicou um teste de atendimento ao cliente.

— O serviço é seu. Passe o seu e-mail para nós enviarmos sua ficha e deixe seu telefone celular para que avisemos a hora e data em que deve chegar para o trabalho.
O homem, desesperado, respondeu que não tinha celular, computador nem, muito menos, e-mail. Afinal, ele não tinha dinheiro para possuir nada disso. O gerente de RH disse que lamentava e achou incabível alguém querer trabalhar em uma empresa sem ter o básico: e-mail e celular. Na visão dele, infelizmente, o homem não poderia trabalhar na empresa.
Desconsolado, o ex-candidato a Operador de Telemarketing sai da entrevista sem saber o que fazer. Tudo o que ele tem no bolso são 10 reais.
Em uma última tentativa de fazer algo por si mesmo, ele vai até a Rua 25 de Março e compra bijuterias com seus últimos 10 reais. Volta para a sua rua na periferia e começa a bater de porta em porta, vendendo os acessórios.
No mesmo dia, consegue triplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta para casa com 90 reais. Repete o procedimento, dia após dia, semana após semana, mês após mês, aumentando cada vez mais sua área de atuação. Da sua rua, passa para outras ruas, e do seu bairro, a outros bairros.
Ele então acabou descobrindo que poderia viver das vendas de bijuterias. Saía de casa cada dia mais cedo e voltava para casa mais tarde, e assim aumentava seus ganhos e seus contatos.
Algum tempo depois, o homem comprou um carro bem usado; em seguida, trocou-o por um carro mais novo, até chegar a um pequeno caminhão. Começou a contratar outras pessoas que, em situação como a dele anteriormente, não conseguiam emprego.
Aumentou o número de contratados e montou uma pequena frota de veículos para distribuir os produtos.
Algum tempo depois, investiu parte do dinheiro para construir uma pequena confecção das próprias bijuterias. A confecção se tornou uma grande indústria.
Anos depois, o empresário é dono de uma das maiores fabricantes de bijuterias do país.
Certo dia, como começara a prosperar, o homem contratou um advogado para cuidar dos seus bens. Na primeira reunião, o advogado lhe pediu seu e-mail e telefone celular.
Ele respondeu que não tinha nenhum dos dois.
O advogado ficou chocado e exclamou:
— Você não tem e-mail nem telefone celular? Como construiu esse patrimônio? Imagine então o que você seria se tivesse.
O homem, sem titubear, respondeu:
— Imagino sim: seria Operador de telemarketing.

Se você pensa que essa é só uma historinha que circula em várias versões pela internet, está enganado. Porque muitos empresários reais também passaram por isso. Só para lembrar um: Silvio Santos que era camelo e acabou construindo um império, e que agora com o problema em uma das suas empresas, o Banco Panamericano, demonstra a lisura e ética, que foi a base do seu alicerce, e oferece todos os seus bens e patrimônio para assegurar a manutenção do Banco, mostrando que aos 80 anos ainda esta disposto a trabalhar, e mais; com dignidade de um genuíno líder vitorioso. E olha que o patrimônio dele não é nada pequeno, seria mais fácil ele deixar quebrar e demitir 5.000 funcionários.
Que bom que ainda temos exemplos de luta, crescimento com dignidade e ética.
Ser correto não é fácil, mas vale muito à pena.

Sucesso sempre, com Valor.

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